Por que o diagnóstico de fibrose pulmonar atrasa?

Show transcript

00:00:00: Você sabia que um paciente com doença pulmonar intersticial pode consultar cinco ou mais médicos e levar até cinco anos para receber um diagnóstico definitivo?

00:00:12: Cinco anos, como isso é

00:00:13: possível?!

00:00:14: É o que mostra um levantamento do Instituto Datafolha com pacientes brasileiros.

00:00:19: E a explicações está nos sintomas da doença.

00:00:22: A dispineia está presente em noventa e sete por cento dos casos e toce crônica em oitenta e um por centos.

00:00:30: Ah, entendi.

00:00:31: Isso faz com que o raciocínio clínico siga o caminho das hipóteses mais comuns.

00:00:36: Exatamente!

00:00:37: E aí mais da metade dos pacientes recebe pelo menos um diagnóstico errado antes de a confirmações da doença pulmonária intersticial e cada consulta equivocada posterga o início do tratamento adequado e expõe o paciente à intervenções que nem respondem à doença de base.

00:00:54: E qual é o impacto desse atraso?

00:00:57: É alto... A fibrose pulmonária idiopática é uma condición grave, progressiva e fatal.

00:01:02: Ela tem uma sobrevida mediana de cerca de três anos após a confirmaçam da doença.

00:01:07: O acesso tardio ao cuidado especializado aumenta o risco do paciente virar óbito.

00:01:13: Isso sem contar que o paciente pode ficar meses sendo tratado com medicamentos errados, né?

00:01:19: Exatamente Diagnósticos incorretos frequentemente levam ao uso prolongado de altas doses de corticosteróides, que nem apenas respondem a fibrose pulmonar como podem ser potencialmente danosos nesse contexto.

00:01:35: O

00:01:38: primeiro passo é NÃO atribuir automaticamente à despinéia progressiva e a tosse persistente ao envelhecimento ou ao descondicionamento físico em adultos mais velhos.

00:01:49: É importante aprofundar a investigaça na ausência de resposta bronco-dilatadores e também quando há exposições ocupacionais e ambientais, como contato com o mofo ou produtos químicos industriais ou histórico de tabagismo.

00:02:04: E tem algum sinal clínico que ajuda a diferenciar?

00:02:08: Tem!

00:02:09: A escuta pulmonária é um passo fundamental.

00:02:12: A presença de estertores velcro é um sinal clássico e um dos principais critérios para embasar a suspeita de fibroso e pulmonar.

00:02:20: Levantada suspeite, a tomografia computadorizada de alta resoluções de tórax é o principal instrumento de investigaçao.

00:02:28: Ela permite identificar padrões como a Pneumonia Intersticial Usual com achados como bronquequetazias de traçam e cistos em favo-de-mel nas bases pulmonares.

00:02:39: Mas nem sempre o médico consegue resolver isso sozinho, né?

00:02:43: E as diretrizes também é clara sobre isso.

00:02:46: A discussa multidisciplinar que reúne pneumologista, radiologista torasco, patologista e rheomatologista é o que transforma achados isolados em um diagnóstico coeso e seguro.

00:02:58: Para quem tem assas fácil esse tipo de equipe

00:03:01: Existe o MultiIOD, uma plataforma gratuita que conecta médicos de diferentes especialidades a um painel de especialistas em doenças pulmonares intersticiais para discussões estruturadas de casos clínicos.

00:03:16: Ou seja...

00:03:17: O trabalho em equipe continua sendo melhor caminho para paciente!

00:03:21: É isso mesmo!

00:03:22: Obrigada a todos que ficaram com a gente até aqui!

00:03:25: Até à próxima!

New comment

Your name or nickname, will be shown publicly
At least 10 characters long
By submitting your comment you agree that the content of the field "Name or nickname" will be stored and shown publicly next to your comment. Using your real name is optional.