Quando profissionais de saúde negligenciam os próprios sintomas
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00:00:00: Você já parou para pensar que os médicos, que passam a vida cuidando da saúde dos outros muitas vezes negligenciam os próprios sintomas?
00:00:09: É um paradoxo.
00:00:10: Mas em meio à agendas lotadas e responsabilidades críticas dores persistentes e cephaléias frequentes acabam sendo normalizados na rotina médica.
00:00:20: Com certeza!
00:00:21: E os dados sobre isso é alarmantes.
00:00:23: Só pra dar uma dimensões no problema, cinquenta e nove por cento dos médicos que atuam em áreas de alta pressa apresentam alto risco de esgotamento e burnout.
00:00:33: Mas por que será que esses profissionais demoram tanto para pedir ajuda?
00:00:37: A dificuldade com o auto-cuidado, é apenas uma questões individual.
00:00:40: Existe uma cultura histórica na medicina que valoriza o excesso de trabalho e o autossacrifício punindo de forma velada quem tenta estabelecer limites pessoais.
00:00:50: E o peso desse estigma é enorme.
00:00:53: Quase quarenta por cento dos médicos relatam relutância em buscar cuidados pra própria saúde por medo das repercussões negativas em suas carreiras.
00:01:02: Nossa, quarenta por cento é um número muito alto!
00:01:07: E o resultado dessa cultura do silenciamento É um adoecimento que afeta ao mundo todo.
00:01:12: A Organizaça Mundial da Saúde, a OMS Projeta uma escassez de mais de dezoito milhões de trabalhadores da saúde até dois mil e trinta
00:01:21: Exato, e essa crise de Rp.m.
00:01:23: tem duas origens simultâneas.
00:01:25: De um lado o aumento da demanda por conta do envelhecimento populacional.
00:01:29: Do outro a reduções da força de trabalho porque muitos está abandonando a assistência devido ao estresse crônico, à Fadiga e ao Burnout.
00:01:38: Sem falar nos riscos clínicos diretos.
00:01:40: para quem fica, né?
00:01:42: Porque as mesmas barreiras
00:01:43: que afastam o
00:01:44: médico do autocuidado também atrasam o diagnóstico.
00:01:47: Sim O hábito de se automedicar mascara sinais clínicos relevantes e pode transformar quadros que eram facilmente tratáveis em doenças crônicas ou eventos agudos.
00:01:58: E quanto mais os sintomas avançam sem uma avaliaça formal, mais graves se tornam desfechos.
00:02:05: Os estudos mostram altos índices de depressões, transtornos por uso de substâncias e até um risco elevado de suicídio na classe médica.
00:02:13: É uma situações que exigem mudanças urgentes.
00:02:16: Mas... O que é que os profissionais da saúde podem fazer para proteger a própria saúde?
00:02:21: A literatura médica aponta que a mudança precisa ser cultural e institucional.
00:02:26: O primeiro passo para o médico é buscar acompanhamento formal, com prontuário e tempo dedicado à própria queixa evitando aquelas famosas consultas de corredor que só mascaram um problema.
00:02:37: Faz todo sentido!
00:02:38: É preciso abandonar de vez o estigma da invulnerabilidade reconhecendo que o cansaço extremo ou a dor limitante requer investigações clínicas e que isso é um ato de responsabilidade e autopreservações.
00:02:52: E as instituições também têm seu papel, elas precisam promover o cuidado preventivo, ativo e garantir que os profissionais possam cuidar de si mesmos sem sofrer qualquer tipo de retaliaça.
00:03:04: Além disso, normalizar o diálogo sobre exaustões dentro da equipe ajuda a criar uma rede de apoio interpares Previnindo o agravamento da saúde física e mental coletiva.
00:03:14: No fim das contas, garantir que os sintomas de quem cuida sejam investigados precocemente é o único jeito de preservar a força de trabalho que sustenta todo nosso sistema.
00:03:24: Exatamente!
00:03:26: O verdadeiro cuidado exige que a empatia clínica comece obrigatoriamente pelo próprio profissional.
00:03:32: É isso mesmo e com essa mensagem muito importante nós encerramos o nosso papo de hoje.
00:03:38: Muito obrigado a todos que nos acompanharam Até a próxima!
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